03 de agosto de 2017

 

“Esse temor me estabiliza. Eu devia saber. O que se dissipa é sempre. E é próximo. Acordo do sono, e o acordar aceito lento. Indo onde tenho de ir, aprendo.”

(Theodore Roethke)

 

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Não é primeiro de abril. Quisera o fosse! Seria divertido ouvir que um elefante sobrevoa  a catedral. Que ganhei na loteria sem nem mesmo jogar. Ah, o dia da mentira! Desde toda a minha existência me divirto com ele.

Não é primeiro de abril.

A mentira de hoje não é lúdica. É surreal e perversa, como as obras de ficção de Kafka. Também não é ficção. Está em todos os noticiários: deputados votaram por arquivar a denúncia de Michel Temer por corrupção. Não é brincadeira. Não tem graça. Nem é primeiro de abril. Oxalá, o fosse.

Há quem duvide da culpabilidade de Temer? Há quem possa lhe defender? Há provas que o proposto contra ele é calunioso? O que sei, e parco é meu conhecimento no direito penal, as provas são materiais e testemunhais. Por que este cidadão da falaciocity não será investigado?

Ele se aliou. Juntou-se aos seus correligionários. Pagou lealdade. Acusado de corrupção, se livrou por corromper. Os deputados, faceiros como meretrizes, se venderam.  E nosso povo? Paga a conta.

Um presidente de mentira. Um presidente apregoador de mentiras. Vence pela mentira. Paga pelos votos. Legitima-se imputável: Mentira!

O Povo Brasileiro foi vencido pela mentira.

Quando vierem os resultados, e virão, espero que acreditemos que todo sofrimento é, também, mentira.

H. Abreu Fernandes

 

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