31 de julho de 2017

 

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Nada sabemos do tempo em que viveu o profeta Joel. Por isso, torna-se difícil a interpretação do que ele escreveu.

Podemos dividir o livro em duas partes: Na primeira os dois primeiros capítulos narram uma terrível invasão de gafanhotos que devasta a plantação do país. Diante disso, Joel pede a participação de todos (profetas, sacerdotes e povo), numa grande manifestação de penitência e jejum, para suplicar a Deus que afaste a catástrofe. Deus mostra a sua misericórdia e anuncia a libertação da praga e as bênçãos para uma nova plantação. Como o profeta compara esses gafanhotos a um exército, talvez se possa pensar que ele esteja falando de uma invasão inimiga. Na segunda parte, os capítulos terceiro e quarto descrevem o julgamento de Deus sobre as nações e a vitória final.

Parece que a primeira parte não tem nada a ver com a segunda. Mas, uma expressão une o livro todo: o Dia de Javé, isto é, o Juízo final. Então, o que na primeira parte eram gafanhotos ou exército inimigo, na segunda se transforma em exército de Deus; a praga se torna apenas uma comparação para exemplificar o Grande Dia em que a humanidade prestará contas a Deus. Assim como afastou ele os gafanhotos, também a misericórdia de Deus, alcançada pela penitência e jejum, transforma o julgamento em dia de libertação e salvação: arrasada a plantação, ela surge nova e viçosa. Desse modo, uma praga de gafanhotos observada atentamente serviu para que Joel anunciasse o Juízo final.

Deste profeta, o trecho mais conhecido é 3,1-5. Esses versículos são citados no discurso que Pedro fez no dia de Pentecostes (cf. At 2,17-21). Por isso, Joel é também chamado o profeta de Pentecostes.

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