26 de julho de 2017

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UM POVO HUMILHADO

Introdução

As Lamentações provavelmente foram escritas na Palestina depois da queda de Jerusalém em 586 a.C. Uma tradição as atribui ao profeta Jeremias, mas tudo indica que essa atribuição é artificial.

São cantos fúnebres que descrevem, de modo doloroso e poético, a destruição de Jerusalém pelos babilônios e os acontecimentos que se sucederam a essa catástrofe nacional: fome, sede, matanças, incêndios, saques e exílio forçado (cf. 2Rs 24-25).

Esses poemas retratam a angústia de um povo humilhado, que faz exame de consciência, grita de arrependimento e suplica perdão. Mostram o povo em situação desesperada, que perdeu tudo, menos a fé. Uma lembrança continua presente: Deus é o Senhor de tudo e de todos. E, o que é melhor: ele não abandona o seu povo para sempre, e está pronto para agir com misericórdia. Então o desespero cede lugar à oração, a uma confiança invencível, mesmo quando já não existe motivo para nenhuma esperança.

As Lamentações são usadas na liturgia por ocasião da Semana Santa, para celebrar a paixão de Cristo, fonte de esperança para o mundo. A tradição popular conservou, durante a procissão de Sexta-feira santa, no canto da Verônica, um trecho das Lamentações, posto na boca de Jesus: «Vocês todos que passam pelo caminho, olhem e prestem atenção: haverá dor semelhante à minha dor?» (1,12).

 

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