Catequese – Sacramento da Ordem 2: Ordenação Presbiteral

12 de julho de 2017

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O sacramento da Ordem é constituído por três graus: episcopal, presbiteral e diaconal. Cada qual possui um rito de ordenação próprio, porém o comum entre eles é a imposição das mãos e a prece de ordenação.

O segundo grau do ministério da Ordem é o presbiteral, denominado também por sacerdotal. Segundo o Pontifical Romano, a ordenação presbiteral é constituída por seis partes: eleição do candidato; homilia; propósito do eleito; ladainha; imposição das mãos e prece de ordenação; unção das mãos e entrega da patena e do cálice.

Como as demais ordenações, a sacerdotal é realizada dentro da Eucaristia. Logo após a Liturgia da Palavra, dá-se início ao Rito de Ordenação Presbiteral.

Eleição do Candidato

O diácono chama o ordenando, com as seguintes palavras: “Queira aproximar-se o que vai ser ordenado presbítero”. E, em pé, o candidato coloca-se diante do bispo, como sinal de prontidão, dizendo: “Presente”. Em seguida, um presbítero, designado para tal, pede ao bispo para que ordene este irmão para a função de presbítero. O bispo, então, interroga se o candidato é digno deste ministério. O presbítero responde, que após ter averiguado junto ao povo de Deus e ouvido os responsáveis, com convicção declara ser testemunha de que este candidato foi considerado digno. Tendo esta resposta, o ordenante diz: “Com o auxílio de Deus e de Jesus Cristo, nosso Salvador, escolhemos este nosso irmão para a Ordem do Presbiterado”. E todos dizem: “Graças a Deus”.

Homilia

Dando sequência, o bispo, brevemente, fala ao povo de Deus sobre este momento forte na vida da comunidade; bem como sobre o sacramento da Ordem Sacerdotal. E, dirige-se ao ordenando, admoestando e animando-o acerca deste ministério para o qual será ordenado.

Propósito do Eleito

Após a homilia, o eleito, em pé, responde às seguintes interrogações feitas pelo bispo:

– Queres, pois, desempenhar sempre a missão de sacerdote no grau de presbítero, como fiel colaborador da Ordem episcopal, apascentando o rebanho do Senhor, sob a direção do Espírito Santo?

– Queres, com dignidade e sabedoria, desempenhar o ministério da palavra, proclamando o Evangelho e ensinando a fé católica?

– Queres celebrar com devoção e fidelidade os ministérios de Cristo, sobretudo pelo sacrifício eucarístico e o sacramento da reconciliação, para o louvor de Deus e santificação do povo cristão, segundo a tradição da Igreja?

– Queres implorar conosco a misericórdia de Deus em favor do povo a ti confiado, sendo fielmente assíduo ao dever da oração?

– Queres unir-te cada vez mais ao Cristo, sumo Sacerdote, que se entregou ao Pai por nós, e ser com ele consagrado a Deus para salvação da humanidade?

O ordenando, ao responder “Quero”, afirma publicamente o propósito de aceitar esses encargos. Em seguida, o eleito ajoelhado põe suas mãos postas entre as do Bispo, e, esse interroga: “Prometes respeito e obediência ao Bispo diocesano e ao teu legítimo superior?”; Eleito: “Prometo”; Sendo assim, o bispo conclui dizendo: “Deus, que te inspirou este bom propósito, te conduza sempre mais à perfeição”.

Ladainha

O Bispo convida o povo a rogar a Deus Pai que derrame com largueza a sua graça sobre este seu servo, que ele escolheu para o cargo de presbítero. O eleito prosta-se, como sinal de sua total entrega a Deus. E, durante a ladainha, segundo o n.155 do Pontifical Romano, se for domingo e no tempo pascal, os demais permanecem de pé; no entanto, nos outros dias, de joelhos.

Terminada a ladainha, o bispo, de mãos estendidas reza:

“Ouvi-nos, Senhor, nosso Deus, e derramai sobre este vosso servo a bênção do Espírito Santo e a força da graça sacerdotal, a fim de que acompanheis com a riqueza de vossos dons o que apresentamos à vossa solicitude para ser consagrado. Por Cristo, nosso Senhor”.

Imposição das mãos e Prece de Ordenação

Esta parte decorrente é tida como aquela que, no silêncio do coração, o bispo e todos os presbíteros presentes pedem a Deus pelo ordenando. Esse, estando de joelhos, em silêncio, o bispo impõe as mãos sobre sua cabeça, seguido pelos presbíteros.

Depois do longo silêncio, o bispo reza ou canta a oração da ordenação, na qual são citadas as principais tarefas do sacerdote. Nessa oração é lembrada a relação dos setenta mais velhos com Moisés. O sacerdote é descrito principalmente como colaborador do bispo, instrutor da fé e divulgador da palavra de Deus. O pedido mais importante é colocado pelo bispo nas palavras: “Dê a seus servidores a virtude sacerdotal. Renove neles o espírito de santidade. Faça, ó Deus, com que eles se atenham ao ofício que receberam da sua mão; que a vida deles seja para todos estímulo e fio condutor. Abençoe, santifique e ordene os servidores pelo Senhor”. A oração transpira o espírito da Primeira Carta de Timóteo. Nela é dito que o encarregado do ministério deve manter o bem que lhe foi confiado, deve passar adiante fielmente o tesouro que recebeu na mensagem de Jesus, nosso Salvador. Já naquela época, o autor da Carta de Timóteo precisava exortar os encarregados pelos ministérios a viver de acordo com seu serviço. Aquele que é ordenado sacerdote reflete algo sagrado que oferece aos outros. (GRÜN, A. 2007, p. 33-34).

Unção das mãos e entrega do pão e do vinho

A última parte do Rito de Ordenação apresenta alguns símbolos, ricos em significado e que indicam o ministério sacerdotal da Ordem.

Terminada a Prece de Ordenação, o eleito, com o auxílio de um ou dois presbíteros, é revestido com a estola sacerdotal e a casula. Em seguida, de joelhos, a palma das mãos do ordenado é ungida pelo bispo com o óleo do santo Crisma. Segue-se a seguinte oração: “Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem o Pai ungiu com o Espírito Santo, e revestiu de poder, te guarde para a santificação do povo fiel e para oferecer a Deus o santo Sacrifício”.

Logo após, o bispo amarra as mãos do ordenado, e, onde for costume, é desamarrada por quem receberá a primeira bênção sacerdotal.

Em seguida, os fiéis trazem o pão na patena, e o vinho e a água no cálice, para a celebração da Missa. O diácono os recebe e entrega ao bispo, que os entrega ao Ordenado, ajoelhado diante de si, dizendo: “Recebe a oferenda do povo para apresentá-la a Deus. Toma consciência do que vais fazer e põe em prática o que vais celebrar, conformando tua vida ao mistério da cruz do Senhor”.

Por fim, como sinal alegre de acolhimento ao neo-sacerdote, o bispo e o colégio dos presbíteros presentes o abraçam. Segue, então, a liturgia eucarística, onde o ordenado exerce, pela primeira vez, o seu ministério, concelebrando-a com o bispo e os outros membros do presbitério.

Ao término da celebração, o bispo estende suas mãos sobre o ordenado e sobre o povo dizendo:

“Deus, pastor e guia da Igreja, te guarde constantemente com sua graça para cumprirdes com fidelidade os deveres de presbítero. Amém.

Ele te faça no mundo servo e testemunha da verdade e do amor de Deus e ministro fiel da reconciliação. Amém.

Ele te faça verdadeiro pastor que leve ao seu povo o Pão vivo e a Palavra de vida, para que cresça na unidade do Corpo de Cristo. Amém.

E a todos vós aqui reunidos, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém”.

Referências:

CATTANEO, E. O sacramento da Ordem. Tradução de Silva Debetto C. Reis. São Paulo: Edições Loyola, 2008.

GRÜN, A. Ordem: vida sacerdotal. Tradução de Inês Antônia Lohbauer. São Paulo: Edições Loyola, 2006.

HOUSSIAU, A. O sentido teológico do novo ritual das Ordenações. In: O sacerdote: fé e constatação. A. Deschamps (org.). Tradução de J. J. Queiroz. São Paulo: Edições Paulinas, 1976. [p. 109-124]

Pontifical Romano. 2ª reimp. São Paulo: Paulus, 2004.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

 

 

 

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