14 de junho de 2017

 

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Um assunto importante para mim se chama Igreja. São Francisco foi desafiado para reconstruí-la. Ele não entendeu imediatamente de que igreja se tratava. Meteu mãos à obra na reconstrução de uma capela. Só mais tarde ele viu que importante mesmo era a reconstrução da Igreja de pedras vivas.

Pedro, como chefe da Igreja, já chama atenção para este assunto (1 Pedro 2, 5-6). Uma igreja de pedras, depois de algum tempo de esforço, fica pronta. A Igreja de pedras vivas ficará pronta só quando Jesus vier a segunda vez. Aí sim. Ela será a esposa de Cristo sem ruga e sem mancha, fiel a seu esposo Jesus Cristo. Será ela a Esposa do Cordeiro (Apocalipse 21,9).

Mas enquanto isso, estamos numa realidade às vezes muito triste. Em vez de exemplo para a humanidade, a Igreja decepciona pela sua falta de testemunho. Isso já aconteceu várias vezes com o povo de Deus no Antigo Testamento. Lembro isso para que os cristãos se lembrem de sua responsabilidade de serem o contrário, atraindo para Cristo todo a humanidade à exemplo dos primeiros cristãos em Jerusalém.  Eram um só coração e uma só alma (Atos 4,32-35). Quantas vezes São Francisco ensina que a pregação mais importante é o testemunho, o bom exemplo? Todos os cristãos somos construtores, pedreiros desta Igreja cuja pedra angular é Jesus Cristo (Atos 4,11).

Assim como os sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça de Deus, o Concílio Vaticano II lembrou que a Igreja é o grande sacramento para toda a humanidade. A gente lê isso nos números 1, 26, 129, 330, 342, 527, 561, 862 e 872 dos documentos do Vaticano II. Assim, dá para se notar a responsabilidade de cada cristão pela conversão de toda a humanidade a partir da convivência.

Então? A mudança do mundo está em minhas mãos, em suas mãos. Queixar-se? Não resolve. Testemunhar a fé a exemplo de muitos santos antigos e atuais, aí sim. Para isso é necessário crer em Deus. Quem muda o mundo é Deus, mas Deus precisa de instrumentos para esta mudança. Eu quero ser instrumento de um mundo novo, por isso me coloco nas mãos de Deus.

Frei José Antônio de Góis, OFM

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