Ser Cristão espectador ou protagonista?

Sexta feira, 09 de junho de 2017

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Com a evolução tecnológica, nunca as informações circularam tão rapidamente. Com um click têm-se acesso a conteúdos instantaneamente. Sites de busca, mensagens instantâneas​, redes sociais, infinitas possibilidades. Nunca o homem compartilhou informações e emoções em tão pouco tempo chegando a tão longas distâncias. Com isso, imagina-se que o mesmo ficou mais sábio. Ledo engano.

Com a facilidade de interação veio a superficialidade da informação e relações. Se tudo é tão fácil, procuramos o máximo em menor tempo. O que temos é uma cultura do minimalismo. Da superficialidade. Já dizia um grande pensador contemporâneo: “Quem vive a vida que navega, naufraga na vida que leva”.

Enfrentamos este problema também na Igreja. Muitos de nós nos vemos tentados aos atrativos das novas mídias e nos subjulgamos a elas. Buscamos conhecimento doutrinário por uma consulta ao “Google”, Direção Espiritual com aquele padre bonitão da TV e, até mesmo, preferimos a missa renovada deste ou daquele Canal de TV Católico às celebradas em minha comunidade. Fato é que nos deixamos levar por uma vida virtual e midiática. Superficial, impessoal, abstraída de minha realidade local e Eclesial.

Vamos além: muitos se sentem sempre cansados para aquela formação que acontece em nossas paróquias, mas assistem a toda programação​ de determinada rede de TV Católica. Têm sempre aquele dinheirinho guardado para a excursão à Canção Nova, mas nunca pode arcar com custos de materiais de formações em suas comunidades e dioceses. Elevam suas mãos em louvores, mas são incapazes de abaixar seus olhos diante de material formativo como Documentos e Estudos da CNBB, roteiros de reflexão Bíblica, entre outros. São Católicos Midiáticos. Superficiais, impessoais e descomprometidos com a realidade de suas comunidades.

O mundo tecnológico evoluiu. Quase uma transcendência. Outrossim, o Ser Igreja sofreu uma transdescendência.

Mesmo sendo tristes estas constatações, podemos viver o reverso do caminho. Renunciar às facilidades das novas mídias e optar pela grandiosidade da mística. A celebração da Eucaristia passa primeiro pelo Memorial da Vida para depois chegar ao Memorial da Paixão. Não há como ser Igreja sentado em seu sofá, diante da tela de seu computador ou mesmo outros apetrechos tecnólogicos. É preciso ser comunidade, ser Igreja e não assistir à Igreja. Na vida somos protagonistas e não espectadores. Igreja midiática não é Corpo Místico de Cristo.

É sendo Igreja, caminhando em fraternidade, celebrando a fé e a vida que se constrói o Reino Definitivo.

Frei H. Fernandes

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