Terça feira, 06 de junho de 2017.

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Quanto tempo desejei que as lideranças da Igreja estivessem mais próximas do Povo. Parecia utopia imaginar que líderes da Igreja  poderiam se despir de suas alcunhas principescas e se fariam povo com o povo. Um bispo popular? Difícil de imaginar em tempos de Igreja midiática​. De movimentos meramente espiritualistas.

Fato é que as muitas tendências da Igreja estão cheias de uma superficialide tremenda. Muitos de nossos seminaristas mais se preparam para ser “sholwman” do que verdadeiros ministros da Igreja, povo de Deus que Caminha. É um apego excessivo às vestes dignatárias e clericais, um buscar de relações que influenciam o galgar de posições. Em verdade, a metodologia do Capital contaminou a Igreja. Não se vê quase seminaristas desejosos de servir os pobres, padres impelidos a ser defensores dos oprimidos, emprestando sua voz aos sem voz. Buscando o Reino de Deus e sua justiça. Bispos? Raros são os que se despem da cor púrpura e se sujam no lamaçal da pobreza que lancinantemente aflige nosso povo.

Porém, assim como na Bíblia, em tempos de opressão e miséria, de tristeza e desesperança, Deus suscita profetas​. Assim o foi. Assim o é.

Hoje temos o exemplo profético de um servo de Deus. Antes chamado Jorge, hoje Francisco. Francisco: bispo de Roma, Papa. Também: Profeta, amoroso com os pobres, exemplo de humildade, missionário.

Podemos ver em seu olhar o semblante daquele que se deixou seduzir pelo Projeto de Jesus.

Volta e meia, somos surpreendidos pelas peripécias do Papa. Sua simpatia e simplicidade são testemunhos. Sua real preferência pelos pobres é notória. Seu compromisso com a paz, consequência de justiça, é inegável.

Árduo opositor ao clericalismo, valoriza os leigos, convive com eles e sempre se recomenda às suas orações.

Ele realmente se preocupa com os sofredores. Roma hoje tem um exemplar trabalho social para os mais Pobres. Lavanderia, refeições e dormitórios para os moradores rua. Assistência médica gratuita aos mais pobres e, sorrisos, abraços e beijinhos… Um Papa comprometido com os pobres e profundamente​ afetivo.

E se não fossem poucas as “travessuras” de nosso Papa, agora ele resolveu visitar as pessoas, indo às suas casas. Sem convite prévio. Informalmente, sendo missionário.

Ah, Papa Francisco, como o mundo precisava de ti!

Cardeais, bispos, padres, seminaristas: deixem-se contaminar pelo exemplo deste Papa! Homem de Deus e homem do Povo. Seu sorriso mostra o quanto Francisco é feliz. Sejamos felizes como o papa, sendo servos amorosos e comprometidos com a Igreja de Cristo, sobretudo, os mais pobres.

H. Fernandes

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