A mística de São Francisco de Assis

Sábado, 27 de maio de 2017.


Cada um esteja lá, no seu CENTRO, no seu NÚCLEO INTERIOR… e de lá VENHA!

Estamos vivendo um grande momento de visualização da proclamação da sede do divino. Seria uma reação contra o esvaziamento religioso-espiritual da passagem dos tempos modernos? Uma revanche do sagrado sobre a cultura profana? O certo é que estamos vivendo um forte momento de um movimento psico-místico-paracientífico-espiritual-terapêutico. Alguns falam da necessidade de uma cura interior. Outros sonham com a volta da garantia aos filhos da terra, de um lugar privilegiado sob o olhar misterioso da Divindade.

Estamos vivendo também um tempo de uma onda mística que reflete forte dose compensatória de carência existencial. Mas a mística não é uma experiência espiritual que pertence a uma elite espiritual, mas é uma experiência aplicável à toda humanidade no seu dia a dia.

A MÍSTICA É A UNIÃO AMOROSA COM O MISTÉRIO ATRAVÉS DA CONTEMPLAÇÃO DO MISTÉRIO.

1– O mistério como objeto da mística
2- A contemplação como método da mística
3– A união amorosa como finalidade da mística

A questão tem como tema A MÍSTICA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS (1181/1182-1226), uma testemunha eloquente que viveu uma PROFUNDA MÍSTICA DE DEUS. Sem dúvida, o Santos de Assis, é um dos grandes místicos da história do cristianismo. Contudo, não deixou nenhum escrito sistemático sobre a sua experiência mística, a sua visão sobre a mística e contemplação, ou o conteúdo e método da sua experiência. Mas isto não impede a possibilidade de buscar a identidade de tal experiência. Cada experiência originária do mistério divino não depende da reflexão verbalizada. São Francisco deixou uma rica fonte de escritos, e a maior parte destes escritos sugiram desta experiência originária do mistério divino.

O Santo de Assis no século XII e nós, hoje no século XXI, precisamos nos encontrar na força iniciática; na busca incessante do mistério divino em todos os detalhes da existência. Há no ar uma convocação para fechar a boca num silêncio que fala; a atitude de recolhimento para colher o essencial; o nascivo do contexto religioso extremo bem ligado ao mistério; a experiência mais interna; a realidade mais transcendente; a vivência de uma causa pela qual vale a pena entregar a própria vida. Uma escuta da voz interior; um ser totalmente envolvido por um projeto; um fenômeno interno do espírito; uma comunhão com o mundo do divino.

O sagrado atrai a criatura
A criatura deixa-se atrair
“Seduziste-me, Senhor, e deixei-me seduzir!” (Jr 20,7)

Mística… não vamos nos preocupar se temos ou não temos, mas desde já, abrir o nosso coração para encontrar-se com ela. Que o caminho deste Curso seja de entusiasmo, isto é, daqueles que tem um Deus dentro. Sempre quando somos entusiasmados, somos divinos.

Esta é a força contagiante de São Francisco de Assis: ele é naturalmente uma mística fontal em sua natureza mais íntima; e aqui está a sua eterna magia e seu poder de atração.

É preciso ter o faro místico espiritual para sentir o cheiro de Deus que passa. Ter mais perfume na vida.

 

Frei Vitório Mazzuco

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