Conhecendo a Teologia de BERNHARD HÄRING (1912-1998)

Sexta feira, 12 de maio de 2017.

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Nasceu em 1912 em Böttingen (Alemanha). Ordenado sacerdote em 1937, participou como soldado enfermeiro na frente russa na II Guerra Mundial (1940-1945). Terminada a guerra, obteve o doutorado em teologia em Tubinga. Desde 1949 dedicou-se ininterruptamente ao estudo e à docência da teologia moral. Ao final do curso acadêmico, 1987-1988, deu sua última lição na Academia Alfonsiana de Roma. Desde 1988, residiu em Gars, povoado próximo de Munique.

O nome de Häring está vinculado, indissoluvelmente, à renovação da teologia moral católica. O que fizeram, em princípios do séc. XX, P. Lippert, R. Guardini, K. Adam no campo da teologia dogmática, fez ele uns anos mais tarde no terreno da teologia moral. Sua tentativa foi redescobrir uma moral bíblica em torno da idéia da imitação de Cristo. O repúdio a uma moral casuísta e ao juridicismo foi o que o guiou em seu esforço para recriar uma moral católica.

Esse repúdio é dirigido contra o moralismo e propõe uma superação do formalismo e do legalismo para dar a primazia ao amor, que é a vida com Cristo e em Cristo. Resgata para a moral cristã o personalismo como relação da pessoa com o tu, com o tu absoluto: Deus.

Realiza essa volta ao enfoque essencial da moral em sua obra fundamental A lei de Cristo – Teologia moral para sacerdotes e leigos (1954), que o transforma num dos pais da nova teologia moral católica. Por sua concepção, estrutura e estilo, a obra conseguiu interessar a grandes setores do mundo eclesiástico, apesar de seus três grossos volumes. As edições sucederam-se ininterruptamente ao longo desses 40 anos, tanto em alemão quanto em suas traduções para as línguas cultas.

Seus esforços para conseguir uma síntese vital entre a moral e a vida, partindo da superação da dicotomia existente entre o dogma e a moral, cristalizam-se nestas coordenadas:

  1. Uma moral do credo. Häring parte do mistério da salvação, que ele resume na palavra central da Bíblia: “Basiléia”, o reino. Este expressa tanto o domínio quanto o reinado de Deus, não pela força, mas pelo amor. A autenticidade bíblica deste conceito, seu conteúdo existencial, universal, missionário e escatológico, dá estrutura e forma à moral de Häring, tranformando-a em “boa notícia”, termo que repete constantemente. Dentro desta síntese destaca a espiritualidade no esquema da teologia moral. O objeto da moral não são os pecados; seu núcleo central deve ser o amor direcionado à perfeição ou à “imitação de Cristo até copiá-lo”.
  1. Uma moral da vida. Na moral de Häring, fé e vida estão sempre unidas. Sua teologia moral tem muito de existencial, porque a encarna como ciência de “Deus em relação comigo”. A moral “não pode ser exercida” em forma neutra ou sem se comprometer. Daí:
  1. a) seu conceito integral da pessoa.O homem deve ser visto inserido na realidade de seu “contexto social”: ambiente e comunidade;
  1. b) da responsabilidade. O homem é pessoa. Por isso lhe vem o que por si e de si responda.
  1. O chamado de Cristo. Somente há uma resposta quando antes há um chamado. A partir desta idéia central de responsabilidade, ramifica-se a teologia moral de Häring em torno de dois grandes núcleos: o chamado de Cristo e a resposta do homem. Em torno deste chamado de Cristo e à resposta do homem, oferece Häring todos os temas cristãos da moral cristã: a consciência, a liberdade, a lei, o pecado, a conversão, os mandamentos etc.Esse magistério de Häring através de sua obra central A lei de Cristo (Herder, 1960), ampliada e refundida em suas últimas edições sob o título de Livres e fiéis em Cristo (Paulinas), ampliou-se ao longo dos anos em quatro frentes fundamentais:
  1. a) Publicações de livros e colaborações em revistas científicas e populares. Häring escreveu mais de 40 obras sobre os diversos problemas morais. Mencionamos algumas: Força e fraqueza da religião; Cristão e o mundo; O matrimônio em nosso tempo; A mensagem cristã e a hora presente etc.
  2. b) Cursos e conferências a grupos especializados e a religiosos e seculares de toda classe e condição, praticamente em todas as partes do mundo.
  3. c) Seu trabalho docente na “Academia Alfonsiana”, em contato direto com milhares de sacerdotes e educadores ao longo de 40 anos.
  4. d) Finalmente, mas não em último lugar, Häring foi um impulsor do espírito e da obra do Concílio Vaticano II. Sua participação ativa e direta no Concílio, em concreto na redação da Gaudium et Spes, posteriormente no debate gerado em torno da Humanae Vitae de Paulo VI, e em geral em toda a renovação pós-conciliar da teologia moral fazem dele o pioneiro e o impulsor do movimento renovador no campo moral do espírito do concílio.

Somente resta dizer que, apesar do reconhecimento unânime e universal que seu trabalho obteve, ou talvez por isso, sua pessoa e sua obra viram-se submetidas recentemente a um “processo doutrinal” por parte da Congregação da Doutrina da Fé (1975-1979). Conta os pormenores em seu último livro de caráter autobiográfico: Fé, história e moral. Esse processo doutrinal é a raiz da crise da Humanae Vitae em 1968. Recrudesce quando em janeiro de 1989 escreveu um artigo, pedindo ao papa uma reconsideração da doutrina oficial sobre a contracepção.

Bernhard Häring faleceu no dia 03 de julho de 1998, na Alemanha.

PENSAMENTOS DE BERNHARD HÄRING

“Para viver uma existência autenticamente pessoal, a pessoa deve estar presente em si mesma, no seu próprio eu. Sem isso ser-lhe-á impossível encontrar o tu do outro”

“Não existe meio mais certo e eficaz para exercer influência direta sobre o próximo do que o bom exemplo, a força e o prestígio de uma personalidade modelar”

“O primeiro grito da consciência concentra-se no Eu (sem por isso se revestir de egoísmo). Simplesmente o Eu ferido grita. Mas logo que, movido pela primeira dor de sua consciência, o ser humano se abre novamente aos valores, não é mais só pela dor da ferida tão bruscamente aberta que ele chora os valores perdidos, mas étambém pelo abalo que lhe causa o som da trombeta do Anjo do Juízo, que proclama altamente a sua rigorosa exigência. Sentença de condenação e apelo ao arrependimento misturam-se à dor do Eu dilacerado. Uma consciência que estremece em meio às dores, percebe com agudeza este apelo que a incita a seguir obem, apelo que significa para ela uma sentença de vida ou de morte, conforme a decisão que ela adotar… Diferente é a situação na consciência moral sã (boa consciência). Assim como a pessoa humana que desfruta de boa saúde não pensa em suas forças, não obstante elas transbordarem de plenitude, também a pessoa humana voltada inteiramente para os valores, não pensa continuamente com uma reflexão atual, naquilo que o bem proporciona ao seu bem-estar espiritual, mas rejubila-se com o bem e pratica-o por amor”

“O importante é deixar a solidariedade na perdição para entrar na solidariedade da salvação”.

“É sempre fácil encontrar um alibi para justificar a negligência de estudos mais sérios e exigentes”

“O suicídio é um sintoma de perda de consciência do sentido da vida”

“A vaidade absorve-se na alegria que advém das mínimas vantagens pessoais, sem se dar conta dos verdadeiros valores morais”

“No centro da Sagrada Escritura não estão as normas, mas Cristo, Filho Unigênito do Pai, que se fez homem para ser um de nós!Nele temos a vida. É o seu Espírito que nos dá alegria, tornando-nos livres. A nossa relação com Cristo não é algo exterior, baseada na simples imitação; aquilo que muda a nossa vida é o fato que Jesus nos dá o seu Espírito, porque quer continuar a sua vida conosco, ou melhor, em nós”.

“Para sermos livres em Cristo e libertados por Cristo, devemos fazer a escolha fundamental de seguir o Mestre e de ouvir a sua voz. A escolha da liberdade implica, intrínseca e fortemente, a fidelidade à opção fundamental: colocar Cristo no centro da nossa vida”.

“É preciso estar no ‘seguimento’ do Mestre, como outros ‘Cristos’ vivos no momento presente. Neste sentido. os elementos fundamentais de uma moral baseada no seguimento são: rejeição do moralismo, superação do formalismo e do legalismo, primado do amor, vida com Cristo e em Cristo e, sobretudo, personalismo segundo o qual a pessoa é relação com o tu. E age plena e somente em relação com o Tu absoluto, Deus”.

“Na medida em que a verdade e os valores objetivos estiverem envolvidos, a consciência humana certamente nunca será infalível. O Concílio reconhece que o erro na avaliação acontece bastante freqüentemente… Porém, quase sempre sem culpa pessoal e sem que a consciência perca a sua dignidade. Acontece isto sempreque as intenções são retas e que a consciência está procurando sinceramente a melhor solução… O mal maior se dá quando a consciência se torna insensível e cega”

“Atrás do apelo da consciência vemos, em última análise, o Deus três vezes Santo. Por certo, não é mister que se veja em cada juízo da consciência uma intervenção de Deus. Não é por revelações imediatas, ao menos habitualmente, mas através de seus dons, que o Espírito Santo nos fala. Eles aguçam a sensibilidade da nossa consciência e lhe infundem a necessária perspicácia, para que à luz da revelação divina projetada sobre as circunstâncias possamos identificar com maior facilidade a vontade de Deus… Deus fala à consciência, mas fá-lo de tal maneira que não fica poupado o esforço de formarmos juízos corretos por nós mesmos. Permanece, pois, aberta a hipótese de formularmos juízos desacertados. Na sua qualidade de voz de Deus, a faculdade da consciência estimula-nos a agir segundo aquilo que conhecemos. Neste sentido ela é infalível. Mas, o juízo como tal, pode ser defeituoso, e suas determinações emanadas da inteligência, podem ser errôneas”.

“A característica mais própria da consciência é estimular a concordância da vontade com a verdade conhecida e impeli-la a procurar a verdade antes de tomar uma decisão. Assim, a consciência é verdade objetiva ou, em outros termos: consciência e autoridade de Deus que nos guia, prestam-se mútuo apoio. A própria consciência requer ensinamento e guia. Já na harmonia da criação e, sobretudo na plenitude maravilhosa de Cristo e de seu Santo Espírito que instruem a Igreja e pelos quais a Igreja nos instrui, encontra a consciência luz e direção. Para qualquer um a consciência é a suprema norma subjetiva de sua atuação moral; mas esta norma deve, por sua vez, conformar-se a uma norma objetiva. Para ser reta e autêntica, deve ela procurar por si mesma a sua norma no mundo objetivo da verdade”.

“O dogma da infalibilidade da Igreja (ou do Papa) em nada fere a função da consciência moral, mas ao contrário, garante-lhe uma orientação segura nas questões fundamentais e decisivas. Ademais, uma justa determinação da infalibilidade eclesiástica indica a esfera, no interior da qual a consciência moralrecebe uma direção absolutamente segura, o terreno, no qual a consciência e a autoridade não infalível, embora autêntica da Igreja, podem entrar em conflito”.

“A consciência acha-se duplamente vinculada à autoridade civil. É uma autoridade legítima de conformidade com a lei natural, a qual confirma e determina a revelação sobrenatural. Em muitíssimos casos, aconsciência necessita do concurso da sociedade e da autoridade social para conseguir um juízo bem fundamentado”.

“Não se pode falar de liberdade absoluta para a consciência, uma vez que, longe de eximir da lei, ela tem, ao contrário, a finalidade de vincular à lei do bem. Sem dúvida, cada um deve obedecer à sua consciência, isto é, fazer o bem que sua consciência, após um sincero exame, lhe indica como obrigatório. Mas existem princípios morais que todos devem conhecer. Ninguém pode apelar para a própria consciência para justificar-lhes a transgressão. Um dos maiores males de nosso tempo está em que os povos só reconhecem um número muito restrito de princípios gerais em moral. Em conseqüência disto, prepondera uma margem exagerada de liberdade a consciência culpadamente errôneas e cientemente más. O Estado tem o dever de garantir a liberdade à consciência sã e boa, mas não a licença à consciência má. Caso contrário, verificar-se-á inevitavelmente, que os bons acabam sendo submetidos à violência dos maus”.

“A pessoa prudente e cônscia de suas limitações, saberá investigar e tomar conselhos; valorizará espontaneamente a submissão devida ao Magistério eclesiástico, e, acima de tudo, será humilde e dócil ao Espírito Santo. Esse é o caminho que nos leva à prática da virtude da prudência e ao exercício dos dons a ela correspondentes… O dinamismo da consciência encontra-se particularmente ameaçado no tipo de pessoa fraca que se compraz em considerar o bem ideal, mas na prática não assume nenhum compromisso com ele. É de grande importância para a cultura de uma consciência íntegra, estudarmos não somente os mandamentos e sobretudo o Bem no seu valor ‘em si’, mas de maneira semelhante ou mesmo preferencial, no apelo que eles nos dirigem. A ruína infalível da consciência é causada, antes de tudo, pela desobediência habitual e voluntária às suas exigências e pelas faltas multiplicadas sem nenhuma contrição”

“O escrúpulo é uma incerteza doentia que afeta o juízo moral. O escrupuloso vive perturbado por um medo constante de pecar. Vê em toda a parte deveres e perigos que ameaçam induzi-lo a pecar gravemente. A norma capital para o escrupuloso é obedecer incondicionalmente ao confessor, porque a consciência escrupulosa é uma consciência doente e tem absoluta necessidade de guia e de médico”.

“A fonte mais comum de nossos erros e de nossas incertezas é a ignorância mais ou menos culpável das coisas religiosas e morais… Uma consciência moral suficientemente madura não escolherá inconsideradamente o caminho mais fácil. Ela saberá atender à voz da graça e da ‘situação’ e enfrentar as asperezas de um compromisso que exija maior coragem, toda vez que uma atitude lhe pareça consultar melhor os interesses do Reino de Deus”.

“Nota peculiar do ser humano é que ele tenha história, ele é história e faz história. Os animais carecem deste tipo de memória e de consciência que permite fazer história. O indivíduo humano e a comunidade humana têm memória… somos conscientes do desenvolvimento e do declínio das culturas. Além disso, vemos a consciência da pessoa humana numa perspectiva de psicologia evolutiva”

“Sempre que penso ou falo sobre a liberdade, brota em meu coração a palavra ‘fidelidade’ a Cristo”.

“A adoração não é algo que se acrescenta ao resto da vida moral. É o coração e a força desta vida. É a expressão mais elevada de submissão fiel a Deus, fonte da liberdade criadora”.

“São Paulo nos ensina que o amor é a plenitude da lei. Mas nos ensina também que Cristo nos libertou para que sejamos livres no amor. Somos salvos por meio de uma fé que implica um firme auto-empenho pelo bem e por Deus e uma busca sincera da verdade como propósito de ação. A liberdade religiosa é condição essencial na qual se explica o empenho do cristão a dar testemunho, a convencer alguém a favor de Cristo e a servir para a salvação da humanidade inteira”

“Eu sofro com a Igreja quando vejo partes dela escravizadas por tradições mortas, em contradição com nossa fé num Deus vivente que age com seu povo em todas as épocas… Deveremos nos perguntar a nós mesmos, como povo deste tempo e desta época, como podemos chegar a uma melhor inteligência da primitiva lei de liberdade”.

“O termo ‘consciência’ deriva do latim cum (juntos) e scientia, scire (conhecer). A consciência é a faculdade moral da pessoa, o centro e o santuário íntimo onde se conhece a si mesmo no confronto com Deus e com o próximo. Mesmo que a consciência tenha uma voz própria, a palavra que ela diz não é dela: vem da Palavra na qual todas as coisas são criadas, a Palavra que se fez carne para viver, ser e existir conosco. E esta Palavra fala através da voz íntima da consciência, o que pressupõe a nossa capacidade de escutar com todo o nosso ser”

Consciência significa também reflexão sobre si, conhecimento de si, estar em paz consigo mesmo, experimentar a própria totalidade que cresce ou que a ameaça. Mas, o genuíno conhecimento de si e a autêntica reflexão de si não são existencialmente possíveis sem a experiência do encontro com o outro. A pessoa alcança a sua integridade e a sua identidade somente na reciprocidade de consciências. Conhecese a unicidade do próprio eu somente através da experiência da relação entre o ‘tu’ e o ‘eu’ que conduz à experiência do ‘nós’”.

“Segundo São Paulo, é evidente que não podemos honrar a Deus do íntimo de nossa consciência se não somos agradecidos e também cheios de respeito diante do impacto de nossa ação sobre a consciência vacilante denossos irmãos”.

“A mutualidade de consciência tem suas raízes nas nossas relações de fé com Cristo. Se vivemos pelo Senhor, vivemos também um pelo outro na atenção e no respeito pela consciência do outro (Rm 14,7-8). E, uma das dimensões mais importantes da reciprocidade das consciências é o pleno reconhecimento da liberdade deconsciência, e ainda mais especificamente da liberdade religiosa. Portanto, a focalização na pessoa e na reciprocidade das consciências é a base da vida comunitária e da evangelização”.

“Possuímos uma consciência distintamente cristã quando nos achamos profundamente enraizados em Cristo, atentos à sua presença e aos seus dons, prontos a nos unirmos a ele em seu amor por todo o seu povo”.

“A aguda consciência dos cristãos pela justiça social, o seu empenho não violento e ativo e uma Igreja que escuta os sinais dos tempos deverão ser um símbolo real da nossa esperança com relação ao mundo que virá”.

“A vigilância resulta da tensão criativa entre o já e o ainda não que são percebidos e que recebem resposta na gratidão e na esperança. Quando se pratica a vigilância, a consciência especificamente cristã vem plasmada pela riqueza e pela tensão da história da salvação”.

“A Bíblia nos mostra a relação entre pecado e falta de saúde, sendo que as destruições internas e externas causadas pelo pecado são confirmadas de uma forma concreta. Como pode uma pessoa considerar-se saudável a nível humano se tem falhado na busca da sua verdadeira identidade e integridade? O pecado se opõe à nossa fé e, portanto, a nossa liberdade em Cristo. Especialmente o pecado habitual e a falta de arrependimento provocam feridas que atingem o nosso eu mais profundo, enquanto a consciência não cessa de invocar a totalidade da saúde”.

“O ser humano é de tal maneira uma boa criação de Deus que mesmo depois de um pecado mortal, nele subsiste ainda resquícios da imagem e da semelhança de Deus, uma aspiração natural à totalidade sobre a qual a graça pode fundar-se e construir. O renascimento não é possível, porém, sem uma profunda dor, sem uma contrição na qual toda a alma é sacudida com a tomada de consciência da terrível injustiça cometida contra Deus e contra o bem”.

“A Igreja e o mundo necessitam de uma consciência crítica. A palavra “critica” vem do grego krínein, que se aproxima do nosso “díscernimento”. Numa sociedade e num mundo pluralistas, os cristãos deveriam ser um fermento atuante da virtude da crítica de acordo com a visão de Deus. Cumpre também estarmos prontos para aceitar a crítica de outros, e para reconhecer nossos malogros e nossas faltas. Devemos escutar os profetas, pois eles nos sacodem e desmascaram os nossos erros”.

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