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Nos Caminhos de Francisco

Seguir Jesus a exemplo de Francisco de Assis

mês

abril 2017

Carta aberta ao Presidente ​Michel Temer

Domingo, 30 de abril de 2017

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Caro Senhor Presidente Michel Temer,
Paz e Bem!

No limiar de sua teimosia, no limite de seus ouvidos e olhos obtusos e ignóbeis das condições as quais vivem os filhos e filhas desta terra, venho​ ainda uma última vez, dando sabor à diplomacia, exortar a vossa excelência e aos seus para que veja nosso povo de forma dócil e ética.

Não posso acreditar que vossa excelência tenha se proposto a ser um governante assassino. Assassina a esperança de um povo. Assassina seu futuro. Sua dignidade.

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As reformas da Previdência e Trabalhista são cartas de ordem para findar a vida e dignidade do povo brasileiro. Retire essas propostas. Ouça o povo. Seja coerente com a política. Segundo Platão, esta existe para que se garanta a justiça e a cidadania a todos. Renuncie aos seus projetos de morte. Esqueça esses ideais que massacram os pequenos. Faça-nos crer que o julgamos mal. Que vossa excelência é homem de bem. Que quer o melhor para seu povo. Renuncie aos seus projetos de morte. Faça isso. Ou renuncie ao seu mandato de presidente da república. Ou o senhor é presidente e respeita seu povo ou é um usurpador da dignidade e bem estar humanos.

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Em fim destas minhas palavras, convido a ver essas imagens em anexo. É assim que vive seu povo. Cada rosto sofrido que vossa excelência pode ver, é por sua culpa. Veja! Ainda há tempo de retroceder. Apaixone-se por seu povo. Ame-o e por isso desista destes planos de morte. Ou então, seja coerente: renuncie à presidência. Pois se não o fizer, será marcado como o presidente que matou a esperança do povo.

Fr. Hermes Fernandes

 

Temer não se contenta com suas Políticas de Morte e combate a Greve Geral com Atos de Morte

Sábado, 29 de abril de 2017

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A polícia de Goiânia espancou o estudante Mateus até deixá-lo em estado grave.

A polícia nega a agressão. As imagens são inegáveis.

Tal fato nos alerta sobre os caminhos que trilham nosso Brasil. Além das Políticas de Morte, temos atos de morte. Estamos rumo a reviver o passado. Atos tais quais estes, nossa memória reporta aos tempos da Ditadura Militar.

Vivemos uma falsa democracia. Onde, mesmo o atual governo sabendo que seus projetos não agradam ao povo, eles permanecem em pauta e são votados. Aconteceu com a Reforma Trabalhista que foi votada. Acontecerá com a Reforma da Previdência.

O Povo não quer. O Povo não é respeitado. E quando o povo faz ouvir sua voz, é massacrado pela força da Polícia, agente do Poder Opressor.

Mateus está em estado grave. Tamanha a violência que sofreu. Um estudante massacrado como um animal. E nem aos animais é permitida a violência.

Parem essas Políticas de Morte! Chega de desrespeito ao Povo. Parem de assassinar a esperança dos pequenos… Parem essa Repressão!

Frei Hermes Fernandes

 

E com a Palavra: o Povo de Deus!

Sexta feira, 28 de Abril de 2017

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Caros irmãos e irmãs,
Paz e Bem!

Nós, cristãos e cristãs, povo de batizados, espalhados por este imenso Brasil, procuramos assumir as atitudes de Jesus no compromisso com a transformação Pascal da realidade, resgatando a dignidade do ser humano como filha e filho de Deus que é, e – ao mesmo tempo – promover um mutirão na construção do Brasil que queremos, a partir da relação fraterna e comunitária entre as pessoas e culturas, superando a desigualdade social, e respeitando as diversidades; vimos por meio desta manifestar total Repúdio às Políticas de Morte deste atual e ilegítimo Governo, assim como às posturas cúmplices de nosso Legislativo.

Neste sentido, comprometemo-nos incondicionalmente com as Lutas de nosso Povo e estaremos juntos nesta Greve Geral pois, como cristãos e cristãs comprometidos, assumimos viver uma liturgia, fonte de Espiritualidade, inculturada na caminhada solidária com os pobres, para nós: Pão Partido é Pão Partilhado.

Não aos Projetos de Morte! Não à Reforma da Previdência! Não à Reforma Trabalhista! Sim à Vida!

Fraternalmente,

*Tom, Sergio e Francisco – Rede Celebra núcleo Fortaleza
* Ceiça e Elcio – Rede Celebra núcleo Manaus
* Nathalia e Laura – Rede Celebra núcleo Petrolandia
Marcelo Gomes Barros – Rede Celebra núcleo Paraiba
Vera Prevedello – Rede Celebra núcleo Rio Grande do Sul
Jô Barbosa – Rede Celebra núcleo São Luís MA
Daniella – Rede Celebra núcleo Goiás
Glória Carneiro – Rede Celebra núcleo Paraiba
Janderson Pereira – Rede Celebra núcleo Santarém PA
Gabriel, Mayara e Francisco Ivanildo – Rede Celebra núcleo Iguatu CE
Tiana – Rede Celebra núcleo DF
Maitê – Rede Celebra núcleo Solonopole CE
Hilda – Rede Celebra núcleo Centro Oeste
Sandra Marília – Rede Celebra núcleo Porto Velho
Idê Cunha – Rede Celebra núcleo SP
Pe. Mirim – membro da Rede Celebra
Pe. Josenildo – membro da Rede Celebra
Frei Hermes Fernandes – Rede Celebra,
Maria Anunciada – Rede Celebra núcleo DF
Marcia – Rede Celebra núcleo Duque de Caxias RJ
Francisco Assis Dias e Domingos Ormonde – Rede Celebra núcleo São João do Meriti RJ
Marcos Cerezer – Rede Celebra núcleo RS
Diuan Feltrin e Rafael Ribeiro – Rede Celebra núcleo Birigui SP
Margareth Lau – Rede Celebra núcleo Belfort Roxo RJ
Leléto, Cristiano e Ana Lucia – Rede Celebra núcleo Fortaleza
Euri Ferreira – Rede Celebra núcleo SP
Antônia Dantas – Rede Celebra núcleo DF
Renê – Rede Celebra núcleo Rio das Ostras RJ
Leninha – Rede Celebra núcleo Joinville
Irmã Angela Soldera – Rede Celebra núcleo Caxias do Sul
Rosania Kênia – Rede Celebra núcleo Goiânia GO
Jairce Medeiros – Rede Celebra núcleo Campo Grande MS
Ana Velloso – Rede Celebra núcleo Manaus
Leandro Barreto – Rede Celebra núcleo Bahia
Adelaide – Rede Celebra núcleo Riachão do Jacuípe Bahia
Sonia Conceição – Rede Celebra núcleo Campo Grande MS
Valdir Genezio – Rede Celebra núcleo Campo Grande MS
Adriana – Rede Celebra núcleo SP
Cícero Fernandes – Rede Celebra núcleo Fortaleza
Geraldina Fragoso – Rede Celebra núcleo DF
Izabel Aparecida – Rede Celebra núcleo Campo Grande
Helena Passos – Rede Celebra núcleo Campo Grande
Rafael Ostrzyzeck – Rede Celebra núcleo Bento Gonçalves RS

 

Opção pelos Pobres: Opção pelo Projeto de Deus

Quinta feira, 27 de abril de 2017

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“Se eu não conheço, como vou amar?, como vou respeitar? Se a gente não conhece, tem preconceito”. A frase é do monge beneditino, teólogo e escritor Marcelo Barros de Sousa, que ministrou o painel Análise da Conjuntura Eclesial, atividade integrante da XX Assembleia Nacional da Cáritas Brasileira, ao lado da teóloga Carmem Lussi. Conforme o monge, esta falta de informação e o consequente preconceito que a mesma provoca, como no caso da perseguição aos cultos de matriz africana, está associada com um fenômeno cada vez mais comum nos dias atuais: o grupo de pessoas que se identifica como cristão, mas não possui confissão religiosa. “Perguntei a uma pessoa se era possível ser cristão sem estar integrado a uma comunidade, e esta pessoa me respondeu: não sou cristão genérico porque eu optei por isso. Sou porque não consegui me encontrar em nenhuma paróquia”.

Para Carmem Lussi, o desinteresse pelas confissões religiosas tradicionais estão associado à perda de identidade da chamada Igreja de Deus, que passou a apresentar, ao longo de sua trajetória histórica, um excesso de hierarquia e, consequentemente, um afastamento das comunidades. “Na África, vivi experiências com comunidades que enfrentavam secas terríveis e a perda dos últimos alimentos da lavoura e, ainda assim, cantavam em torno do altar: ‘Somos Igreja-família’. Dom Helder Câmara nunca se perguntou sobre a opção pelos pobres, porque, para ele, só havia essa opção. Essa era a opção do próprio Deus”, revela ela, explicando que uma mãe de vários filhos, quando um deles está com febre, o eleva à condição de favorito, porque é o filho doente precisa mais da sua atenção, enquanto durar a doença, do que os demais.

A teóloga lembra que “as instituições têm bens, poder dinheiro, mas são as pessoas que administram isso”. Ou seja, as instituições dependem das decisões das pessoas que as administram. De acordo com Carmem, após a passagem de D. Helder, muitas pessoas da Igreja fizeram a opção pelos pobres, mas nem todas elas tinham o discernimento ou a capacidade dele para o trabalho realizado junto aos grupos em situação de vulnerabilidade social. Além disso, a Igreja passou a viver um momento em que houve quem fizesse a opção pelos pobres somente no discurso, não demonstrando esta opção no cotidiano de suas vivências. Sobre o assunto, Marcelo Barros destaca que a Mística da Pobreza tem como orientação: despojar-se dos bens para viver junto com os pobres. “A Mística da Pobreza aproximou a Igreja do povo. Antes, quando o padre ia à fábrica, era para falar com o empresário. Agora, o padre ia à fábrica e virava operário”.

Carmem enfatiza que, atualmente, setores da Igreja, entre os quais aqueles dedicados às pastorais sociais, trabalham na comunhão com os pobres, mas contra a pobreza injusta. Projetos como o das cisternas no Nordeste e aqueles direcionados à agricultura familiar são exemplos de ações neste sentido, que se dirigem aos setores sociais marginalizados, mas que têm como objetivo a superação da pobreza – e não sua valorização. Marcelo, por sua vez, enfatiza que a Pastoral é, necessariamente, uma ação da Igreja, e, sendo assim, deve testemunhar o reino de Deus. Ele lembra que a irmã Dorothy Stang, que foi aluna dele em um curso de Bíblia, para além de toda a ação social que realizava junto aos pequenos agricultores e que foi a motivação de seu assassinato a mando de um fazendeiro, trabalhava ao mesmo tempo em nome do reino. “É a opção em ser Igreja, mas a ‘Igreja em saída’ de que nos fala o Papa Francisco. A Cáritas se enquadra neste contexto, porque é um serviço que a Igreja presta à sociedade”, sintetiza o monge. Tanto ele quanto Carmem afirmam que não basta à Igreja ser democracia. Ela tem que ser mais: tem que ser comunhão. “Não adianta prolatar conceitos se eles não são postos em prática, inclusive nas relações internas. Estamos cansados de arrogância, de má gestão dos recursos, de assédio moral nos organismos ligados à Igreja”, desabafa a teóloga.

Por Luciano Gallas / Assessoria Nacional de Comunicação

Foto: Luciano Gallas

Secretário Geral da CNBB orienta População sobre a Greve Geral de 28 de Abril

Quarta feira, 26 de abril de 2017

“Consideramos fundamental que se escute a população”, afirma dom Leonardo Steiner sobre greve geral.

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Em entrevista, secretário geral da CNBB fala sobre manifestações do dia 28 de abril

Movimentos sociais e sindicatos de todo o Brasil marcam para a próxima sexta-feira, dia 28 de abril, uma greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista apresentadas pelo Poder Executivo e em tramitação no Congresso Nacional. Às vésperas da 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que tem início amanhã, dia 26, em Aparecida (SP), o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, concedeu entrevista tratando da posição da entidade sobre as manifestações. Reafirmando a convocação feita pelo Conselho Permanente, no mês passado, dom Leonardo considera “fundamental que se escute a população em suas manifestações coletivas”.

Confira a entrevista:

Qual é a posição da CNBB sobre a anunciada greve geral do dia 28 de abril?

A partir de amanhã, quarta-feira, 26 de abril, os bispos estarão reunidos em assembleia geral, em Aparecida (SP). A assembleia é a instância suprema da Conferência e dela pode sair novo posicionamento. Posso agora, reafirmar o que o Conselho Permanente da CNBB já declarou em Nota: “Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados”.

Nesse sentido, consideramos fundamental que se escute a população em suas manifestações coletivas. Claro que nosso olhar se dá na perspectiva da evangelização e nossa posição brota das exigências do Evangelho. E isso significa reafirmar a busca do diálogo, da paz e do entendimento. Na afirmação dos bispos está a orientação de que esses momentos sejam marcados pelo respeito à vida, ao patrimônio público e privado, fortalecendo a democracia.

Qual o impacto de uma greve geral neste momento? 

Certamente o conteúdo das manifestações se dará no sentido de defesa dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade, de modo muito particular dos mais pobres. O movimento sinaliza que a sociedade quer o diálogo, quer participar, quer dar sua contribuição. Reformas de tamanha importância não podem ser conduzidas sem esse amplo debate.

O Congresso Nacional e o Poder Executivo, infelizmente, têm se mostrado pouco sensível ao que a sociedade tem manifestado em relação às reformas. Os brasileiros e brasileiras desejam o bem do Brasil e para construir uma nação justa e fraterna querem participar das discussões e encaminhamentos.

É oportuno apresentar propostas de reformas na atual conjuntura?

O Brasil vive um momento particular de sua história, uma crise ética. Há situações de enorme complexidade nos quais estão envolvidos personagens do cenário político, sem falar da crise econômica que atinge a todos. Como encaminhar mudanças sem o respaldo da sociedade? Propostas de reformas que tocam na Constituição Federal, no sistema previdenciário, na CLT merecem estudo, pesquisa e aprofundamento. Sem diálogo não é possível criar um clima favorável que vise o bem do povo brasileiro.

(Site CNBB)

O exemplo de Francisco de Assis

Terça feira, 25 de abril de 2017

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Paz, alegria, contemplação… Esses conceitos são sempre associados à pessoa de Francisco de Assis. E isto é uma grande verdade.

Por ser pobre e livre da maioria das mazelas sociais por nada querer, nem antepôr à pessoa de Cristo, Francisco atingiu um estado de santidade que se abriu à veia mística.

Poverello, fratello, minori. Pequena ovelha de Deus. Francisco é símbolo de ser para Deus, com os homens. Porém, não podemos entender que ele tenha sido uma figura alienada da realidade. Mais que romper com o mundo, ele testemunhou um novo mundo.

Enquanto muitos defendiam a grandeza do ser mais pelo ter, ele desposou a senhora pobreza. Esposa tão desejosa que o despojou do pensamento burguês nascente e das ambições de nobreza. Ser pobre com os Pobres, foi para ele o caminho de crescimento em santidade e a maturação dele como humano. Tornou-se santo, mas – mais que isso – humanizou o conceito de santidade.

Ser santo como foi Francisco de Assis, não é nada de taumaturgo, misterioso ou mágico. Ao contrário, nada mais humana do que a forma que ele viveu uma vida simples com mística e alegria.

Enquanto muitos travavam guerras pelo poder e sobreposição, Francisco ensinou a paz. Uma paz que nasce não da submissão e sim do respeito mútuo, do relacionamento fraterno, do amor entre todas as criaturas.

A doçura de Francisco não era uma alienação da realidade. É alegrar-se com todas as coisas. É pasmar-se diante da criação. Deslumbrar- se diante da vida. Francisco não alienou-se do mundo. Bebeu dele as melhores águas e louvou suas melhores fontes.

Francisco: santo que reviu o pensamento cristão em seu tempo, inaugurou uma nova forma de seguimento de Cristo, como pequeno e menor. Trouxe um novo jeito de ver Cristo.

Jesus: imagem amorosa de Deus… Grande amado de Francisco.

Nosso ideal primeiro: ser instrumento de paz e sinal dos olhos amorosos de Deus. É seguir a Cristo, ao jeito de Francisco: ser Irmão Menor.

Frei H. Fernandes

CNBB critica Reforma da Previdência e Programa de Terceirização

Terça feira, 25 de março de 2017

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Após se reunirem por três dias, os dirigentes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) posicionaram-se nesta quinta-feira (23) contra a reforma da Previdência proposta pelo governo federal e a favor da redução do número de autoridades que têm direito ao foro privilegiado. De acordo com a entidade, a proposta de emenda à Constituição (PEC), em debate no Congresso, tem reduzido a Previdência a uma questão econômica e “escolhe o caminho da exclusão social”.

Em entrevista convocada para comentar o posicionamento da entidade sobre os temas em debate no país, o presidente do órgão, cardeal Sérgio da Rocha, também criticou o projeto que libera a terceirização em todas as atividades das empresas, aprovado ontem (22) pela Câmara dos Deputados. Segundo ele, o “risco de precarização das relações de trabalho” e de “perda de direitos é muito grande”.

Por meio de uma nota pública, a entidade católica manifesta “apreensão” com o debate das mudanças na aposentadoria e pede que as contas da Previdência sejam mais transparentes. “Os números do governo federal que apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo. Não é possível encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias. É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente pelo Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade”, dizem os bispos, no comunicado.

Os representantes da entidade se reuniram na última segunda-feira (20) com o presidente Michel Temer e, depois, com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados. “Fomos para dialogar. Manifestamos a nossa preocupação com os projetos que tramitam no Congresso, sobre a reforma da Previdência e as matérias que tratam dos direitos indígenas”, afirmou o secretário-geral do CNBB, Leonardo Steiner. As notas públicas foram aprovadas após reunião do Conselho Permanente da CNBB, ocorrida desde a última terça-feira (21) até hoje.

Apesar de convocarem os cristãos a se mobilizarem sobre o tema, os bispos não sugerem uma ação direta nas comunidades. Para o cardeal, atitudes como, por exemplo, divulgar críticas à reforma durante as missas, vão depender de cada padre. “Queremos que esse tema seja debatido de alguma maneira nas nossas comunidades, seja objeto de reflexão e de estudo. Mas nós não entramos em detalhe sobre as iniciativas concretas, que deverão ficar a cargo dos bispos diocesanos e, particularmente, das comunidades”, afirmou o presidente.

De acordo com o comunicado, a CNBB defende que o sistema da Previdência Social continue tendo uma matriz ética que proteja as pessoas da vulnerabilidade social, de valores ético-sociais e solidários. “Na justificativa da PEC 287/2016 [que trata da reforma] não existe nenhuma referência a esses valores, reduzindo a Previdência a uma questão econômica”, diz o texto. A entidade afirma que, na proposta, o problema do déficit é solucionado “excluindo da proteção social os que têm direito a benefícios”.

O governo defende que a reforma da Previdência é necessária em razão do atual déficit do sistema. De acordo com o governo, caso as mudanças não sejam feitas, o país corre o risco de não conseguir pagar o benefício às futuras gerações.

Como alternativa, os representantes da Igreja Católica no Brasil defendem a auditoria da dívida pública, a taxação das rendas de instituições financeiras e a revisão dos incentivos fiscais para exportadores de commodities. Eles pedem ainda que sejam identificados e cobrados os devedores da Previdência.

Foro Privilegiado

Embora na nota pública cobrem um “número restrito de autoridades” com direito ao foro privilegiado, os bispos não quiseram responder a quais cargos se referiam. “Queremos oferecer a nossa contribuição questionando a atual situação do foro privilegiado. Nossa postura é que se restrinja ao máximo, mantendo, é claro, a proteção necessária no conjunto de uma sociedade democrática, e não criando uma espécie de aristocracia privilegiada”, avaliou o presidente da CNBB.

Os dirigentes da entidade justificam que o debate é necessário diante do número crescente de autoridades envolvidas em casos de corrupção. “Calcula-se um universo de 22 mil autoridades que estariam beneficiadas pelo foro privilegiado. Aos olhos da população, esse procedimento jurídico parece garantia de impunidade numa afronta imperdoável ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei”, diz o comunicado.

Para o vice-presidente da CNBB, Murilo Krieger, mais uma vez a intenção nesse tema é incentivar a participação da sociedade. “Não vamos dizer nem o número, nem uma lista, porque não caberia a nós. O que a gente percebe é isso: esse número é realmente algo que deixa todo mundo surpreso. É impossível a Justiça, os dois Supremos Tribunais [STJ e STF], darem conta de tudo aquilo que chega a eles”, defendeu.

O Valor da Espiritualidade

Segunda feira, 24 de abril de 2017

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“A Espiritualidade vive da gratuidade e da disponibilidade, vive da capacidade de enternecimento e de compaixão, vive da honradez em face da realidade e da escuta da mensagem que vem permanentemente desta realidade. Quebra a realização de posse das coisas para estabelecer uma relação de comunhão com as coisas. Mas de que usar, contempla”

“A partir da experiência espiritual não há só coisas e fatos. Começa a existir a irradiação das coisas e o sentido que vem dos fatos. Nas crises mais profundas, mesmo quando morre um ente querido, quando se desfaz um matrimônio, quando perdemos um filho por causa da droga, podemos sempre perguntar: Qual o significado de isso tudo para mim? Que coisa, que caminho, que direção essa realidade quer me mostrar?

Não basta chamar um terapeuta, não é suficiente tomar um antidepressivo e dormir horas a fio. É preciso que nos confrontemos perguntando corajosamente: Que sentido mais profundo esta realidade traz para mim? De que me purifica? Em que me faz crescer? 

“Em momentos assim é fundamental a espiritualidade. É poder ver a temporalidade das coisas, a usura do tempo, e saber que não estamos vivos apenas porque ainda não morremos, mas porque a vida é uma oportunidade para crescer, para aceitar nossas canseiras, nossos limites, nosso envelhecimento e nossa mortalidade. Só assim maduraremos para outro tipo de vida, interior, espiritual, inalcançável pelo desgaste e pela morte”

Pela espiritualidade nos preparamos para o grande encontro, face a face, com o Pai e Mãe de infinita bondade e misericórdia, criador de todas as coisas e fonte do nosso ser. O que importa, então, é preparar-se para o grande mergulho na realidade suprema, no Deus vivo e acolhedor.

Leonardo​ Boff

Nota do Lestão das CEBs em repúdio ao massacre de Camponeses em Colniza, MT

Domingo, 23 de Abril de 2017

 

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As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)  reunidas em Volta Redonda, RJ, no seu Encontro “Lestão das CEBs”, dias 21, 22 e 23 de abril de 2017, com mais de 300 representantes de CEBs de MG, ES e RJ, vem repudiar o massacre de 9 trabalhadores camponeses na gleba Taquaruçu, no município de colniza, em Mato Grosso, no último do dia 20 de abril de 2017. Este massacre, hediondo e cruel, acontece num momento histórico de usurpação do poder político através de um golpe institucional – parlamentar, jurídico e midiático -, com agressões tão graves aos direitos fundamentais do povo brasileiro que coloca o governo do atual presidente ilegítimo, Temer, numa posição de guerra contra os pobres, isso refletido de forma concreta nos projetos, como as Medidas Provisórias 215 e 759, que violam direitos dos povos do campo e comunidades tradicionais – indígenas, quilombolas, etc.. – como também no acirramento do cenário de violações contra as/os defensores de direitos humanos.
Conclamamos todas as forças vivas da sociedade a lutar por justiça agrária, urbana e socioambiental, de forma que “toda bota que pisar o inocente,  toda veste manchada com o sangue  dos pobres sejam devoradas pelo fogo” (Isaias 9,4). Estaremos na luta por direitos até que “o direito corra como água e a justiça como um rio caudaloso” (Amós 5,24).

Nós nos solidarizamos com as famílias camponesas vítimas desse massacre, repudiamos esse crime hediondo de jagunço s e mandantes e exigimos a prisão,. Julgamento e a punição dos responsáveis por este massacre.
Assina essa Nota publica, os representantes das CEBs de MG, ES e RJ presente no Lestão das CEBs.

Volta Redonda, RJ, Brasil, 23 de abril de 2017.

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