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“Que cada um de nós sinta-se comprometido a ser porta voz desses nossos irmãos e irmãs, humilhados em sua dignidade”. (Papa Francisco )

 

Tráfico de pessoas é uma das grandes chagas da humanidade. Lutar contra essas situações, que tornam a vida de muitas pessoas um verdadeiro pesadelo é um dever de todo ser humano e uma obrigação para quem quer ser cristão. Desde o início do seu Pontificado, o Papa Francisco assumiu a luta contra o Tráfico Humano como uma das situações a serem enfrentadas como Igreja. São muitos os pronunciamentos e ações neste campo, tendo sido criado um Dicastério sobre o Tráfico Humano. No dia 8 de fevereiro de 2015 foi celebrada pela primeira vez a Jornada Mundial de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas,  dia em que a Igreja Católica comemora Santa Bahkita, religiosa de origem sudanesa, escravizada no final do século XIX e que depois de libertada se tornou irmã do Instituto das Irmãs da Caridade, Sendo considerada hoje a protetora das pessoas sequestradas e escravizadas.  Neste ano, o lema da Jornada é: São Crianças, não Escravas/os!, Sendo abordada uma problemática que torna mais cruel o Tráfico de Pessoas, o tráfico de crianças e adolescentes. A coordenação desta jornada em nível internacional corresponde à Rede Talitha Kum, que depende da Vida Religiosa. No Brasil esta rede se faz presente na Rede Um Grito pela Vida, que   há 10 anos tem se tornado uma  das principais vozes na denuncia contra o Tráfico Humano. Pode se conhecer seu trabalho no blog:

http://gritopelavida.blogspot.com.br/

Do o dia 1º de fevereiro até o dia 8, em que se celebra no mundo todo esta Jornada, a Rede Um Grito Pela Vida tem pedido as congregações religiosas que realizem momentos de oração e que nas celebrações nas paróquias e comunidades sejam feitos pedidos pelo fim do Tráfico Humano. O objetivo é ajudar a tomar consciência sobre essa ferida  social e mostrar a necessidade de denunciar os diferentes casos, nos quais muitas vezes estão envolvidas pessoas mais próximas   do que se pensa, com nomes e rostos concretos e conhecidos, muitas vezes indefesas e vítimas de situações desumanas.  O gesto concreto para este dia é acender uma vela contra o Tráfico Humano. Rose Bertoldo, coordenadora da Rede Um Grito Pela Vida na Região Norte, uma das mais castigadas com o Tráfico Humano e a exploração sexual de crianças e adolescentes, anima a participar da Jornada, pois “o que não é possível mudar pelas ações humanas, pela justiça, transformaremos através da mística que alimenta nossa vida e missão e dá esperança de continuarmos a árdua luta contra o Tráfico de Pessoas”.  Como CEBs do Brasil , somos desafiados a assumir essa luta, sermos sinal de esperança e defender as vítimas, presentes em nossas comunidades, moradores das periferias geográficas e existenciais nesse mundo urbano que nos desafia como comunidades eclesiais de base.  As palavras do Papa Francisco, no Angelus do dia 8 de fevereiro de 2015, em que foi comemorado pela primeira vez a Jornada, podem nos ajudar a assumir compromissos cada vez mais fortes: “Que cada um de nós sinta-se comprometido a ser porta voz desses nossos irmãos e irmãs, humilhados em sua dignidade”.

Luis Miguel Modino

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