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No Natal, lembro-me de meu pai. O que eu mais queria do Papai Noel era um carrinho. Não um carrinho feito em série, numa fábrica, mas um carrinho que meu pai fazia, de madeira. Ele era, como São José, carpinteiro. E ganhei o tal carrinho. Felicidade completa. Passei o dia brincando, até quando um pobre se apresentou na porta de nossa casa. Meu pai ordenou:
– Meu filho, vá e prepara um sanduíche para ele, com muita manteiga, queijo e mortadela.
Larguei a minha felicidade e fiz o que meu pai me mandava. O pobre agradeceu e meu pai me ensinou:
– No dia do Natal, todo mundo deve comer bem e muito. Nunca se esqueça disso. Agora, pode voltar para o seu carrinho.

Frei Neylor Tonin

 

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