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 Tema deste ano é “Acolhida e Proteção de direitos dos Solicitantes de Refúgio, Refugiados, Migrantes e Apátridas” 

Tem início nesta segunda-feira, dia 5 de dezembro, o XII Encontro Nacional da Rede Solidária para Migrantes e Refugiados (RedeMir). O evento, que é realizado pelo Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e pelo Setor Pastoral da Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), segue até o dia 7 no Centro Cultural de Brasília (CCB), em Brasília (DF).

Articulada pelo IMDH, a RedeMir existe há doze e conta atualmente com aproximadamente 60 entidades espalhadas por todas as regiões do Brasil. A Rede preza o intercâmbio de práticas e de informações, e busca favorecer o apoio mútuo entre as entidades, a comunicação, a capacitação dos membros, além de outros aspectos favoráveis e benéficos à causa dos migrantes, refugiados e refugiadas.

O encontro acontece com apoio do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), da Organização Internacional para o Trabalho (OIT) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A cada ano, um Encontro Nacional é realizado em Brasília para apresentar e promover o intercâmbio de práticas de atuação para a superação de desafios na atenção a migrantes e refugiados e contribuir na implementação de políticas públicas de atenção a esta população.

De acordo com os organizadores, o debate em rede e a troca de experiências sobre a questão migrantes, refugiados e refugiadas “se torna mais importante a cada ano”, principalmente com o aumento do fluxo migratório para o Brasil de pessoas que fogem de conflitos armados, da violência, das perseguições, como tem sido o caso dos sírios, paquistaneses, afegãos, nigerianos, iraquianos, e venezuelanos, de forma mais recente. Esta é “uma realidade que tem exigido do governo brasileiro e da sociedade civil cada vez mais reflexão e ação para o acolhimento adequado desta população que necessita de trabalho, integração, saúde, solidariedade”, destacam. Com o tema “Acolhida e Proteção de direitos dos Solicitantes de Refúgio, Refugiados, Migrantes e Apátridas”, os participantes do encontro deste ano pretendem debater sobre ações capazes de suprir as demandas de acolhimento e proteção àqueles que necessitam.

Durante os três dias de encontro, representantes de várias entidades irão debater temas, levantar questionamentos, refletir, buscar respostas aos desafios desses novos tempos, marcados pela migração e pelo movimento de refugiados em todas as partes do mundo. No último dia está prevista a ida à Câmara dos Deputados para o acompanhamento da votação do Projeto de Lei de Migrações (PL 2516/2015).

Para a diretora do IMDH, irmã Rosita Milesi, o encontro deste ano pretende aprofundar temas urgentes relativos à questão migratória e ao refúgio, favorecendo também o fortalecimento dos laços entre as entidades participantes. “Temos que trabalhar para a implementação de políticas e o avanço em práticas de atenção, acolhida e integração dos migrantes e refugiados em nosso país. Não pleiteamos privilégios para os refugiados e imigrantes, mas defendemos políticas específicas para essa população”, afirma a religiosa.

Com informações e foto do IM
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