Outra vez Crucificada

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Como a Igreja Católica é feita de pessoas imperfeitas e até pecadoras, -e assim são todas as igrejas-, aconteceu, acontece e pode acontecer de novo que seus membros errem. Erram também os membros de outras comunidades. Mas um é o tratamento dado aos do nosso lado e outro aos do lado de lá, que porventura tenham errado. Fazem isso os partidos, os jornais, as editoras, as emissoras de televisão e rádio os clubes de futebol e as igrejas. Divulgam em manchetes espetaculares os pecados ou possíveis desvios dos outros e dão um jeito de abafar os de quem estava ou está com eles. A parcialidade é o preço de sermos humanos. Nascemos e morremos seletivos e excludentes. Só Jesus pode nos tornar justos para com todos.

Os noticiários estão falando. Pela enésima vez mais um católico virou manchete. Dizem que ele prevaricou. Pela enésima vez alguém do outro lado aproveitou para mostrar os possíveis erros dele e suas contradições. E o fez por quinze dias, coisa que certamente não fará quando alguém do lado dele errar. Mas é o que fazem os partidos, as publicações e outras igrejas. Onde há pecado e pecador haverá sempre alguém errando, alguém acusando e um pecador tentando ressaltar o pecado do outro que milita no lado oposto. E dará um jeito de ocultar os pecados de alguém do seu rebanho.

Era disso que Jesus falava quando em Mt 7,1-2 proíbe os seus seguidores de julgar os outros porque serão medidos com a mesma medida que usaram para julgar. Jesus vai ainda mais longe em Mt 7,3-5, chamando de hipócrita quem aponta para o cisco no olho do outro enquanto, no próprio olho há um enorme graveto… O mestre Jesus é extremamente severo contra políticos ou religiosos que se metem a revelar os pecados dos outros, dão o nome da pessoa, abrem manchetes e agem como se do lado deles não houvesse pecado. O fariseus e saduceus eram políticos e religiosos e foi sobre eles que Jesus disse o que disse na parábola do fariseu e do publicano (Lc 18,10 ) e na do bom samaritano. Lc 10,30-37).

Convém lembrar estas coisas aos da nossa e aos de outras igrejas e partidos quando um dos nossos ou um deles erra, ou é acusado de erro. E se for calúnia? Brincar de juiz ou de Deus nunca deu certo. A Igreja Católica sempre viveu e sempre viverá em meio a contradições. Está escrito em nossos documentos que a cruz e a contradição fazem parte da vida dos discípulos de Jesus: quando erramos e quando somos vítimas de calúnia. Mas a Igreja sempre sobreviveu aos próprios erros e às calúnias que sofreu. Nossos mártires entenderam isso. Eram inocentes. Nossos penitentes também. Com os penitentes, os mártires e os confessores a Igreja atravessou os séculos. Seus acusadores não estão mais por aqui. Passaram. Ela sobreviveu.

Para os católicos a lição é clara. A nenhum de nós é permitido tripudiar sobre o pecador da outra Igreja. Isto seria crucificar. Melhor que nos crucifiquem! Ser crucificado por quem nos odeia faz parte do discipulado. Vingar-nos e crucificar quem nos odeia, é trair Jesus! O bispo provavelmente fecharia o primeiro jornal católico que desse uma manchete contra algum pastor ou político acusado de pecado! Verifique e veja se é ou não é verdade… Já leu algum periódico católico ou viu algum noticiário onde a Igreja deu nome ou ressaltou o erro de algum pregador de outra igreja? Cristão não crucifica, ainda mais se for católico.

Pe. Zezinho scj

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