Acolher a Cristo é estar na sua comunhão

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A liturgia desse domingo tem como tema central o acolhimento. A primeira leitura apresenta o acolhimento a Deus por parte de Abraão que gera transformação na sua vida porque Deus faz, por meio de Sara, sua esposa estéril, com que sua descendência não seja comprometida.

A segunda leitura apresenta, por sua vez, a presença de Cristo no meio da comunidade, e àqueles que participam da sua presença a faz na sua alegria e no seu sofrimento; estar com Cristo é deixar-se transformar em modelo de comunidade.

Já o Evangelho que narra a famosa passagem da visita de Jesus a casa de Marta e Maria, discípulas de Jesus, apresenta dois elementos de acolhimento muito importantes: “O serviço generoso e a escuta atenta”.

Lucas não tem a intensão de contrapor as duas atitudes, mas expressar que ambas possuem suas importâncias, sem deixa de ressaltar que o estar próximo de Jesus e escutá-lo com atenção tem sua precedência, inclusive escatológica, porque é imagem antecipada daquilo que um dia todos os que acolherem a Jesus farão: estar na sua presença e contemplá-lo amorosamente.

O evangelista dá ênfase a Maria ter escolhido a melhor parte por estar escutando a Jesus e pelo fato de que toda ação do discípulo só encontra seu sentido na escuta da Palavra e do ensinamento de Jesus. Nesse sentido, a ação seria um complemento da oração, ou seja, para se evitar a esterilidade do agir, a escuta se faz necessária.

O fato de o discípulo ouvir o que Jesus tem a falar não quer dizer, contudo, que isso confere maior dignidade a quem escuta, afinal a escuta deve estar acima de qualquer interesse. O ouvir é mais que isso. Trata-se de estar em comunhão com Jesus, na sua presença, como há de acontecer na efetivação do Reino de Deus em plenitude.

Portanto, nossa atividade de cristãos e cristãs deve estar pautada na comunhão com Cristo, como consequência da nossa escuta amorosa àquilo que ele tem a nos ensinar, a nos orientar. A ação deve ser fruto dum contato íntimo e atencioso com Jesus, caso contrário é vão nosso esforço e nossa ação. Que o Senhor nos ajude a estar sempre na sua presença a fim de percebermos nesse contato a necessidade de irmos ao encontro d’Ele que se dá em casa irmão e irmã sofrido e na natureza corrompida pelos poderes da opressão e da morte.

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